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Um novo alerta de saúde vem preocupando pais, médicos e escolas: o vírus Coxsackie. Ele está se espalhando rápido entre crianças e causa a conhecida doença mão-pé-boca. O problema não é só a febre: a infecção deixa feridas doloridas na boca, bolhas nas mãos e pés e derruba o bem-estar dos pequenos por vários dias.

Embora atinja mais as crianças, adolescentes e até adultos também podem pegar. O ritmo acelerado de contágio é o que deixa autoridades de saúde em alerta.

Situação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o número de casos subiu forte. Estados como Virgínia, Maryland e Nova Jersey já registraram surtos em creches e pré-escolas. Com tantas crianças juntas, o vírus encontra caminho fácil para circular. Médicos lembram que a criança já transmite antes mesmo de apresentar os sintomas. Ou seja, quando os sinais aparecem, muita gente já pode ter sido contaminada.

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América Latina também em atenção

Na Colômbia, já apareceram casos dos vírus Coxsackie A e B, além do enterovírus A71. A Organização Pan-Americana da Saúde disse que a doença também foi vista na Guiana, no México, no Peru e até em Trinidad e Tobago.

Isso mostra que não é um problema restrito a uma região: trata-se de um alerta internacional. Famílias que moram ou viajam para essas áreas precisam redobrar os cuidados.

Alerta sobre o vírus Coxsackie se espalhando entre crianças: o que ele causa e quão sério é

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Brasil também em alerta para o vírus

No Brasil, a Santa Casa de Maceió reforçou o aviso aos pais sobre o avanço da síndrome mão-pé-boca em unidades escolares.  De acordo com médicos da Santa Casa, a doença pega fácil e já tem atingido crianças de 0 a 6 anos. O recado é direto: é preciso lavar bem as mãos, limpar os brinquedos e não mandar os pequenos com sintomas para a escola. Esses cuidados são chave para evitar novos surtos.

Como o vírus passa de um para o outro

A contaminação é fácil e rápida. O vírus pode passar:

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  • pelo contato direto com uma pessoa doente;
  • pelo toque em objetos e superfícies contaminadas;
  • pelas gotículas no ar quando alguém tosse, espirra ou fala;
  • pelo contato com fezes, como em trocas de fraldas.

Por isso, a recomendação é clara: crianças com sintomas não devem ir para escolas, creches ou clubes. Essa pausa ajuda a evitar que o vírus corra solto entre colegas.

Sintomas do vírus que merecem atenção

O vírus Coxsackie tem incubação de 3 a 5 dias. A doença dura de 7 a 10 dias. Os principais sinais são:

  • Febre alta e repentina;
  • Dor de garganta e dificuldade para engolir;
  • Bolhas e feridas na boca, que atrapalham ao comer;
  • Manchas e erupções na pele, principalmente em mãos, pés e solas;
  • Cansaço, dor no corpo e dor de cabeça;
  • Vômitos e diarreia em alguns casos.

Na maioria das vezes, os sintomas passam sozinhos. Mas crianças muito pequenas ou pessoas com imunidade baixa podem ter complicações e precisam de mais atenção.

Alerta sobre o vírus Coxsackie se espalhando entre crianças

Cuidados e tratamento

Não existe remédio específico contra o vírus. O tratamento é feito para aliviar os sintomas. Médicos orientam:

  • Beber bastante água para evitar desidratação;
  • Usar remédios para febre e dor, sempre com orientação médica;
  • Alimentação leve, evitando comidas ácidas, salgadas ou picantes;
  • Descanso e isolamento em casa até a melhora total.

Em casos mais graves, quando há febre que não passa, sinais de desidratação ou falta de ar, é fundamental procurar atendimento médico imediato.

Cuidados para quem vai viajar

Com surtos confirmados em vários países, turistas também precisam se proteger. Veja as principais dicas:

  • Evite contato próximo com pessoas com febre ou manchas;
  • Não leve crianças doentes para locais cheios;
  • Lave bem as mãos várias vezes ao dia;
  • Desinfete brinquedos e objetos de uso comum;
  • Ensine os pequenos a cobrir tosse e espirro com o braço;
  • Não toque nas bolhas de pessoas infectadas;
  • Mantenha ambientes ventilados em casa, hotéis e transportes;
  • Procure um médico se os sintomas piorarem.

Responsabilidade dos pais e prevenção

A circulação rápida do vírus mostra que não basta esperar só pelas autoridades. Pais, cuidadores e escolas têm papel decisivo para frear a doença. Deixar a criança em casa quando está doente é uma atitude simples, mas que evita o contágio de várias outras.

Com informação clara, higiene frequente e isolamento dos casos, dá para reduzir muito a propagação. O vírus Coxsackie normalmente não deixa sequelas graves, mas pode causar bastante incômodo. Quanto mais rápido agir, menor o risco de ele se espalhar descontrolado.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.