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O preço da passagem pesa cada vez mais no bolso do trabalhador. Para muita gente de baixa renda ou que está sem emprego, sair de casa já virou um dilema: pagar a condução ou deixar de procurar trabalho, estudar e até ir ao médico. Pensando nessa realidade, surgiu o Projeto de Lei 4489/21, que cria o Vale Transporte Social. A proposta promete liberar 44 viagens por mês, algo em torno de R$ 200 a 250 em créditos, para quem mais precisa.

Como vai funcionar na prática

O benefício será entregue em bilhetes ou créditos digitais, que poderão ser usados nos ônibus da cidade. Cada crédito vale exatamente o preço da tarifa local.

E quem tem direito? Dois grupos principais:

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  • famílias cadastradas no CadÚnico;
  • desempregados registrados no CAGED.

Assim, o programa busca atender justamente quem tem mais dificuldade em bancar o transporte diário.

Quem vai organizar o benefício Vale Transporte Social

A Caixa Econômica Federal será a responsável por repassar os créditos. É ela quem vai garantir que os bilhetes cheguem de forma correta aos beneficiários.

Já o Governo Federal terá que separar verba para pagar os custos. O detalhe é que esse dinheiro dependerá do orçamento disponível. Ou seja: o projeto pode sair do papel, mas precisa de recursos assegurados.

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Papel das prefeituras no Vale Transporte Social

Para participar, cada cidade terá que assinar um acordo com a União. Esse termo exige algumas garantias, como:

  • distribuir os créditos sem atraso;
  • manter o preço da passagem estável durante a vigência do programa;
  • respeitar os contratos das empresas de ônibus para evitar desequilíbrios;
  • enviar relatórios de custos e dados financeiros para o governo federal.

Na prática, o modelo foi pensado para evitar repasses sem controle e dar mais clareza ao uso do dinheiro.

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Transparência obrigatória

Um ponto de destaque é a exigência de transparência. O governo federal terá que manter um portal público com informações sobre:

  • valores destinados a cada município;
  • número de beneficiários atendidos;
  • dados enviados pelas prefeituras.

Além disso, cada cidade cadastrada terá que divulgar tudo em seu próprio portal. A ideia é simples: deixar claro para a população como o programa está funcionando.

Por que esse programa é tão importante

O transporte coletivo já estava em crise antes da pandemia. A cada ano, menos passageiros, mais custos e piora na qualidade. Com a chegada da Covid-19, o problema se agravou: ônibus mais vazios, linhas cortadas e receita em queda.

Mas o transporte não é apenas um serviço. Ele é reconhecido pela Constituição como um direito social. Sem ônibus, milhões de brasileiros ficam isolados, sem acesso a emprego, saúde, educação ou lazer.

É por isso que o Vale Transporte Social pode ser um divisor de águas. Ele garante mobilidade básica e ainda ajuda a recuperar a força do transporte coletivo.

O que pode mudar com o programa

De acordo com estudos de organizações ligadas à mobilidade, medidas como essa podem trazer de volta muitos usuários que abandonaram o ônibus por falta de dinheiro.

Entre os efeitos esperados estão:

  • menos exclusão social, já que mais pessoas terão como circular;
  • facilidade para conseguir emprego, porque o transporte deixa de ser um obstáculo;
  • mais passageiros para o sistema, fortalecendo o setor de ônibus.

Ou seja, além de ajudar o cidadão, o programa também pode ser um empurrão para o transporte coletivo se reerguer.

Em que pé está a proposta do Vale Transporte Social

O projeto, de autoria do deputado Elias Vaz (PSB-GO), ainda está em análise na Câmara dos Deputados. No momento, ele aguarda a escolha de um relator na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF).

Para o parlamentar, o objetivo é claro: garantir transporte acessível e manter o sistema funcionando sem colapso.

Os desafios que vêm pela frente

Apesar da boa ideia, o programa ainda precisa vencer alguns obstáculos. O principal deles é o orçamento: o governo terá que separar dinheiro suficiente para bancar as passagens todos os meses.

Outro ponto é a regulamentação, prevista para acontecer em até 90 dias após a aprovação da lei. Sem isso, o benefício não sai do papel.

Mesmo com esses desafios, o Vale Transporte Social já chama atenção como uma alternativa viável para aliviar o bolso do cidadão e, ao mesmo tempo, dar fôlego ao transporte coletivo.

No fim das contas, o programa traz esperança de que o ônibus volte a ser um aliado do trabalhador, e não um peso diário no orçamento das famílias.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.