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Muita gente não sabe, mas cuidar da casa e da família pode sim garantir aposentadoria. É um esforço que não tem salário nem carteira assinada, mas é essencial para a sociedade. Aquela rotina de cuidar de tudo, sem hora pra acabar, pode ser reconhecida pelo INSS. Para isso, a dona de casa precisa estar por dentro de algumas regras da Previdência Social.

Os principais requisitos

Se a ideia é se aposentar por idade, as mulheres precisam ter 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição. E se a dona de casa não tem um trabalho formal? Ela pode contribuir para o INSS por conta própria, se cadastrando como “segurada facultativa”.

Como contribuir para o INSS

Existem três opções para contribuir, e você pode escolher a que melhor cabe no seu bolso:

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  • Plano de 20%: É a opção mais completa, que garante todos os benefícios. O valor é 20% do salário que a pessoa escolher, desde o mínimo até o teto do INSS.
  • Plano Simplificado (11%): Se a grana está curta, você pode pagar 11% do salário mínimo. Mas fique de olho: essa modalidade só dá direito à aposentadoria por idade e à pensão por morte.
  • Plano para Baixa Renda (5%): Essa é a opção mais barata, feita para famílias de baixa renda. É preciso estar no Cadastro Único (CadÚnico) e ter uma renda familiar de até dois salários mínimos. A contribuição é só 5% do salário mínimo.

Esses planos foram criados para que mais mulheres consigam ter um futuro mais tranquilo e seguro.

Planejamento e alternativas

Contribuir regularmente é fundamental para garantir a aposentadoria. Mesmo que seja com valores pequenos, o importante é a frequência.

Se você está com dúvidas, a melhor saída é conversar com um advogado previdenciário ou um contador. Eles podem te orientar direitinho sobre o melhor plano e os documentos necessários para evitar dores de cabeça lá na frente.

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E se a contribuição não for uma opção, existe uma alternativa: o BPC/LOAS. É um benefício que garante um salário mínimo por mês para pessoas com 65 anos ou mais, ou com alguma deficiência. O BPC não é uma aposentadoria, então não tem 13º salário nem pensão por morte, mas funciona como uma rede de segurança social.

Reconhecendo o valor do trabalho no lar

A possibilidade das donas de casa se aposentarem é um reconhecimento justo e necessário. Afinal, o trabalho delas sustenta as famílias e a economia, mesmo que não seja pago. Garantir esse direito é dar o devido valor a todo esse esforço diário.

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No fim das contas, a aposentadoria para donas de casa não é apenas uma ajuda financeira, é uma questão de justiça social. Com as informações certas, anos de dedicação em casa podem se transformar em um futuro mais seguro e digno.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.