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A maioria dos trabalhadores brasileiros do regime CLT, passa pelo contrato de experiência antes de ser efetivado na empresa. Esse contrato é uma prátixa muito comum e funciona como uma fase de teste para as empresas. O contrato de experiencia pode durar até 90 dias, mas também ser feito em períodos menores, como 45 ou 60 dias. Esse período serve para a empresa avalia se o profissional se adapta às funções e ao ambiente.

Mas o que acontece quando a demissão chega antes do prazo final? Nesses casos, a lei garante direitos específicos que a empresa deve cumprir. Entender essas regras é essencial para evitar perdas e garantir que a rescisão aconteça de forma correta.

Indenização de 50% do contrato

De acordo com especialistas consultados pelo Portal Valor Economico, se o trabalhador for dispensado ainda no perído do contrato de experiência ele tem direito de receber indenização correspondente a metade dos dias restantes do contrato.

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Segundo especialistas em direitos trabalhistas, na prática,  se a demissão ocorrer no 80º dia de um contrato de 90 dias, o empregado deve receber 50% do valor referente aos 10 dias que ainda faltavam. Esse pagamento precisa ser feito com as demais verbas rescisórias.

Se a empresa não quitar o valor, o empregado deve procurar o RH imediatamente para resolver a pendência.

Direitos de quem é demitido no contrato de experiência

Além da indenização de 50%, o trabalhador desligado antes do prazo final tem direito a:

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  • Salário até o último dia trabalhado;
  • 13º salário proporcional;
  • Férias proporcionais com 1/3;
  • Depósitos de FGTS até a data da rescisão;
  • Indenização de 50% sobre os dias restantes do contrato.

Esses são os benefícios garantidos pela legislação e que não podem ser ignorados.

Direitos de quem é demitido no contrato de experiência
Imagem: (reprodução/freepik)

O que não está incluso nesses casos

Mesmo com a rescisão, nem tudo é assegurado. O trabalhador não recebe:

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  • Aviso prévio;
  • Multa de 40% sobre o FGTS;
  • Seguro-desemprego;
  • Saque do saldo do FGTS.

Além disso, se a demissão ocorrer por justa causa, os cortes são ainda mais duros. Nessa situação, o empregado perde também o 13º proporcional, as férias proporcionais com 1/3 e a indenização de 50%.

Quando o contrato vira efetivação

Se o trabalhador completar o período de experiência e a empresa optar por mantê-lo, o vínculo passa a ser por prazo indeterminado. A partir desse momento, todos os direitos previstos na CLT entram em vigor, como:

  • Registro em carteira;
  • Salário mínimo ou piso da categoria;
  • Pagamento de horas extras e banco de horas;
  • Intervalo para refeição e descanso;
  • Férias anuais remuneradas;
  • Descanso semanal remunerado;
  • Adicional noturno;
  • FGTS;
  • 13º salário;
  • Seguro-desemprego;
  • Licença-maternidade e paternidade;
  • Aviso prévio;
  • Vale-transporte, quando necessário.

Ou seja, a partir da efetivação, o empregado passa a contar com toda a proteção da CLT.

O que diz a lei sobre o contrato de experiência

A legislação permite apenas uma renovação, respeitando sempre o limite máximo de 90 dias. Depois disso, a empresa precisa escolher entre efetivar o empregado ou encerrar o vínculo.

Para os especialistas, o contrato de experiência existe para medir desempenho e adaptação do trabalhador. No entanto, se não for bem administrado, gera conflitos e até processos trabalhistas.

Por que conhecer seus direitos é importante

Na prática, muitos trabalhadores não sabem que podem exigir indenização em caso de rescisão antecipada. Isso abre espaço para erros e prejuízos. Estar informado é a melhor forma de garantir que nenhum direito seja perdido.

Quem conhece a lei consegue cobrar o que lhe é devido, evita irregularidades e sai da empresa com mais segurança.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.