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Recentemente o governo federal divulgou os valores que o salário mínimo deve alcançar até 2029 dentro do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Esses valores são de extrema importância, pois define quanto recebem trabalhadores, aposentados e também quem depende de benefícios sociais.

Mais do que um valor escrito na lei, o salário mínimo mostra o poder de compra real da população. Ao mesmo tempo, ele pressiona as contas públicas e obriga o governo a equilibrar gastos. Hoje, o piso está em R$ 1.518 (2025), mas já existem projeções de aumento até 2029.

Quanto vai ser o salário mínimo nos próximos anos

Segundo o PLOA de 2026, o piso nacional deve passar para R$ 1.631. Isso representa uma alta de 7,45% em relação ao valor atual.

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As estimativas para os anos seguintes seguem a mesma linha:

  • R$ 1.725 em 2027
  • R$ 1.823 em 2028
  • R$ 1.908 em 2029

Esses valores não são definitivos. Isso porque, o cálculo depende da inflação oficial, medida pelo INPC, e também do crescimento do PIB, limitado a 2,5% quando usado para reajuste. Ou seja, tudo pode mudar caso o cenário econômico fique diferente do esperado.

Quanto sobra no bolso de quem recebe um salário mínimo?

O trabalhador que ganha o piso de R$ 1.518 não leva esse valor todo para casa. O desconto da contribuição previdenciária de 7,5% faz o salário cair para cerca de R$ 1.404,15.

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E os descontos não param por aí. Dependendo do contrato ou do acordo coletivo, podem entrar outros abatimentos, como:

  • Vale-transporte (até 6% do salário);
  • Vale-refeição ou alimentação;
  • Planos de saúde ou odontológicos;
  • Seguro de vida;
  • Pensão alimentícia.

Descontos do INSS em 2025

As alíquotas do INSS funcionam de forma progressiva. Isso significa que, quanto maior o salário, maior a contribuição. A tabela de 2025 é a seguinte:

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  • Até R$ 1.518,00 – 7,5%
  • De R$ 1.518,01 até R$ 2.793,88 – 9%
  • De R$ 2.793,89 até R$ 4.190,83 – 12%
  • De R$ 4.190,84 até R$ 8.157,41 – 14%

Quem ultrapassa o teto de R$ 8.157,41 não paga nada além disso.

Vale lembrar que, em alguns estados, existe um salário mínimo regional. Em São Paulo, por exemplo, desde julho de 2025 o piso é de R$ 1.804, cerca de 10% acima do valor federal.

Qual seria o salário mínimo ideal?

O Dieese faz esse cálculo todos os meses. Em agosto de 2025, o valor apontado foi de R$ 7.147,91 para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas.

Esse número considera o preço da cesta básica mais cara do país e também gastos com moradia, saúde, transporte, educação e alimentação.

A diferença entre o salário mínimo real e o valor calculado pelo Dieese mostra o tamanho do desafio. Mesmo com aumentos até 2029, o piso ainda ficará longe do necessário para garantir uma vida digna.

O que esperar daqui para frente

Os reajustes previstos até 2029 devem aliviar um pouco o orçamento das famílias, mas não resolvem o problema do custo de vida. Enquanto o salário cresce em passos pequenos, as despesas básicas sobem em ritmo acelerado.

Para milhões de trabalhadores e aposentados, o salário mínimo continua sendo apertado diante da alta de preços. Já para o governo, cada aumento exige um esforço para equilibrar receitas e despesas.

As projeções até 2029 indicam aumentos graduais, mas o valor real continua bem distante do que o Dieese aponta como ideal. Assim, o debate sobre o piso salarial segue vivo, tanto nas ruas quanto nos gabinetes de Brasília.

No fim das contas, estar por dentro dessas projeções ajuda trabalhadores e aposentados a se plane planejarem melhor diante de um cenário em que o dinheiro parece nunca ser suficiente.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.