PUBLICIDADE

O governo federal confirmou que vai cortar 670 mil benefícios do BPC (Benefício de Prestação Continuada) em 2025. A decisão atinge principalmente idosos em situação de pobreza e pessoas com deficiência que não atualizaram o Cadastro Único nos últimos 24 meses. Para o advogado Carlos Mendes, essa é uma das medidas mais duras já tomadas no programa e pode aumentar a vulnerabilidade de milhões de famílias brasileiras.

Documentos oficiais mostram que o pente-fino vai cancelar 11 em cada 100 pagamentos atuais, afetando diretamente quem usa o benefício para garantir comida, remédios e despesas básicas. O governo calcula que deve economizar R$ 6,6 bilhões em 2025 com os cortes.

Quem sente mais o impacto do corte

Hoje, o BPC atende 6 milhões de pessoas no país, incluindo 1 milhão de novos beneficiários nos últimos dois anos. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social anunciou que vai revisar quatro grupos principais:

PUBLICIDADE
  • Fora do Cadastro Único: 431 mil benefícios entram na análise, com 107 mil cortes previstos.
  • Cadastro parado há mais de 24 meses: 1,7 milhão passam por revisão, com 306 mil cortes esperados.
  • Renda familiar acima do limite: 175 mil revisões devem gerar 43,7 mil cancelamentos.
  • Revisão obrigatória a cada dois anos: 2 milhões de benefícios passam por checagem, com 212 mil cortes previstos.

No total, 371,8 mil cortes atingem pessoas com deficiência, enquanto 298,6 mil afetam idosos de baixa renda. Para Mendes, isso traz um risco social enorme, já que muitos não têm outra forma de sustento.

Impacto no bolso causado pelo corte de 670 mil benefícios


Mesmo com o corte, o BPC continua sendo uma das maiores despesas sociais do Brasil. O governo projeta gastos de R$ 112 bilhões em 2025 e de R$ 140 bilhões em 2028, influenciados pela valorização do salário mínimo e pelo aumento da demanda.

Sem o pente-fino, as despesas poderiam chegar a R$ 119 bilhões em 2025 e R$ 155 bilhões em 2028.

PUBLICIDADE

A equipe econômica do ministro Fernando Haddad incluiu a medida na estratégia de cortar R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias já em 2025. Para Mendes, a justificativa fiscal não pode esconder o lado humano:

“Estamos falando de idosos e pessoas com deficiência que muitas vezes não têm outra fonte de renda.”

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

Como evitar o corte do benefício no Cadastro Único

Especialistas orientam que a melhor forma de proteção é manter o Cadastro Único atualizado. Quem não atualizou nos últimos dois anos está no grupo de maior risco.

A atualização pode ser feita nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) ou pela central 135 do INSS.

Outro ponto importante é a renda familiar. O BPC exige que a renda declarada seja de até 1/4 do salário mínimo por pessoa da família. Informar os dados de forma correta e apresentar toda a documentação reduz bastante o risco de perder o benefício.

Vale a pena contestar?

Segundo Mendes, quando o governo cancela o benefício, o cidadão pode buscar ajuda de um advogado ou da Defensoria Pública. O recurso administrativo ou a ação judicial muitas vezes garantem a volta do pagamento.

Ele reforça:

“O corte de 670 mil benefícios atinge diretamente a população mais vulnerável. Se houver erros ou excessos, a Justiça pode garantir que os direitos fundamentais sejam respeitados.”

Ajuste fiscal ou exclusão social?

O corte de 670 mil benefícios do BPC em 2025 faz parte de um grande ajuste fiscal. Mas a medida também abre uma discussão delicada: vale a pena equilibrar as contas às custas de idosos e pessoas com deficiência?

Esses grupos dependem do BPC para viver. Para muitos, perder o benefício significa abrir mão da única renda mensal da família. Enquanto parte da sociedade apoia o corte como forma de organizar as finanças públicas, outra parte vê a decisão como um retrocesso social.

Debate necessário

E você? Acha que o corte de 670 mil benefícios ajuda a equilibrar as contas do Brasil ou acredita que ele aumenta a exclusão social?

Deixe sua opinião nos comentários. Sua experiência pode mostrar de forma real como essa medida afeta quem vive essa realidade todos os dias.

Compartilhar.
Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.