A multinacional chilena CMPC anunciou um investimento de R$ 24 bilhões para construir uma nova fábrica de celulose no Brasil. O montante coloca o projeto entre os maiores da história do setor privado no país e marca o nascimento de um dos maiores polos industriais do mundo. Recetemente, a empersa de eletrodoméstico Mondial também anunciou a construção de uma grane fábrica no Brasil.
Durante a fase de obras da nova fábrica de celulose, a expectativa é abrir 12 mil vagas temporárias. Depois, com a unidade já em funcionamento, devem ser criados mais 2 mil postos diretos e indiretos.
Histórico da empresa no Brasil
A CMPC está presente no país desde 2009, com a planta de celulose, que hoje produz cerca de 2,4 milhões de toneladas de celulose por ano. A empresa mantém ainda operações portuárias e atua em mil fazendas de eucalipto. Esse histórico mostra que a companhia já tem uma base sólida no Brasil, e o novo investimento vem para ampliar ainda mais esse protagonismo.
O que a nova fábrica vai produzir?
A nova planta terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, usada na fabricação de papéis, embalagens e produtos de higiene. Essa matéria-prima também está presente em alimentos, cosméticos e até medicamentos, o que mostra o alcance desse mercado.
A CMPC destacou que vai adotar os mais modernos padrões tecnológicos e garantir mecanismos rígidos de controle ambiental. A empresa também prometeu um programa de capacitação para trabalhadores locais e prioridade na contratação de fornecedores da região.
Escolha do local para instalação da nova fábrica
O megaprojeto da CMPC, em Barra do Ribeiro (RS), vai gerar um impacto inédito no setor de celulose. Serão cerca de 12 mil empregos temporários durante a construção e outros 2 mil postos permanentes quando a fábrica entrar em operação. A escolha do município se deve à presença da Fazenda Barba Negra, já usada para pesquisas e produção de mudas, além da localização estratégica próxima à capital e a rotas logísticas que ligam a produção a portos e centros consumidores. O projeto deve transformar a economia local, impulsionar o comércio e movimentar diversos serviços.
Está faltando mão de obra no Rio Grande do Sul
O avanço dos megaprojetos de celulose no Brasil enfrenta um desafio conhecido: a falta de mão de obra qualificada. No Mato Grosso do Sul, o chamado “Vale da Celulose” deve demandar 38 mil trabalhadores no pico das construções e abrir 13 mil vagas fixas até 2028. Situação semelhante ocorre no Rio Grande do Sul, onde a CMPC ergue uma fábrica de R$ 24 bilhões, com previsão de 12 mil empregos temporários e 2 mil permanentes.
Para suprir essa carência, empresas e governos vêm apostando em programas de capacitação em parceria com o Sistema S e iniciativas como o “Inclusão Produtiva – Ascende Brasil”. Mesmo assim, especialistas alertam que se trata de uma necessidade de longo prazo, já que o setor exige profissionais preparados para operações complexas e de alta responsabilidade.
Megaprojeto vai trazer modernização e mais infraestrutura para o estado
Um dos grandes diferenciais do protocolo firmado entre a empresa e o Estado do Rio Grande do Sul está na logística. Diversas obras de melhoria foram incluídas no pacote, não apenas para atender ao polo industrial, mas para impulsionar a infraestrutura da região.
Entre elas estão:
- a duplicação de 376 km da BR-290;
- a conclusão da duplicação do trecho sul da BR-116;
- novas obras de pavimentação e ajustes em trevos de acesso;
- construção de ligações rodoviárias para o Porto de Pelotas e para a Fazenda Barba Negra.
Também está prevista a criação de um terminal privado no Porto de Rio Grande, além de dragagem e ampliação da capacidade de armazenagem. Hoje, a CMPC já movimenta cerca de 44% de todo o volume transportado pela hidrovia gaúcha, e a ideia é aumentar ainda mais essa participação.
Resumo: O investimento bilionário promete mexer com diferentes setores. A construção civil, fornecedores de equipamentos, transportadoras e até prestadores de serviços locais devem sentir os efeitos positivos. Serão milhares de famílias beneficiadas pela geração de renda direta e indireta. A expectativa é que o Brasil consolide sua posição como líder global na produção de celulose, com práticas sustentáveis e infraestrutura mais moderna.





