Comprar em aplicativos internacionais virou hábito de muitos brasileiros. Temu, Shein, Shopee, AliExpress, Amazon, eBay… opções não faltam. Mas, junto com a popularidade dessas plataformas, surgiu também uma nova dor de cabeça: uma nova modalidade de golpe que tem tido sucesso e você precisa abriri os olhos.
Ainda não se sabe ao certo como os criminosos conseguem acesso a detalhes de pedidos — há quem desconfie de vazamentos, outros falam em engenharia social. O fato é que eles têm informações suficientes para enganar consumidores desavisados. Entenda como tudo funciona!
Tudo começa assim:
E o golpe segue quase sempre o mesmo roteiro: no meio da espera pelo produto, a vítima recebe uma mensagem que parece vir dos Correios, dizendo que a mercadoria foi retida e só será liberada após o pagamento de uma taxa.
Imagine a cena: você está esperando aquela compra e, de repente, cai no seu e-mail ou WhatsApp uma notificação. O texto é formal, vem com logotipo, número de rastreio e até link para “regularizar” a situação. Tudo muito convincente. Só que não passa de fraude.
O endereço indicado leva para um site falso, criado para imitar a página oficial dos Correios. Ali, o consumidor é induzido a preencher dados pessoais, bancários ou até a pagar via PIX. É nesse ponto que o prejuízo acontece.
O conteúdo da mensagem falsa
As versões que circulam pelo WhatsApp, geralmente marcadas como “encaminhadas com frequência”, seguem um padrão. Elas dizem que há uma pendência urgente, exibem o nome do destinatário e, no fim, pressionam:
“Após este comunicado, não faremos mais notificações sobre a situação do seu pacote. Pedimos que resolva a questão o quanto antes para garantir a entrega.”
O texto vem acompanhado de um link suspeito e da ameaça de restrição no CPF caso a pessoa não pague. Para dar mais veracidade, mencionam valores exatos: R$ 76,51 ou, em algumas versões, R$ 27,10 — apresentado como uma “oferta especial” para liberar o produto. O dinheiro, claro, não vai para os Correios, mas para contas de intermediadoras de pagamento.
O chamado “golpe da taxa de entrega”
Esse esquema ficou conhecido como o “golpe da taxa dos Correios”. A ideia é simples: convencer o consumidor de que existe uma cobrança extra para liberar a encomenda. A pressa em receber o pacote e o medo de perder o produto fazem muitas vítimas cair na armadilha.
O impacto vai além do consumidor. Pequenos lojistas também sofrem, já que o golpe cria insegurança, mina a confiança no comércio eletrônico e afeta todo o ecossistema.
O que diz os Correios sobre estes golpes
Os Correios informaram que não enviam esse tipo de cobrança por mensagens ou aplicativos. A única forma de confirmar pendências é acessar diretamente o site oficial ou consultar a transportadora responsável pela entrega.
Como reconhecer e se proteger
- e-mails com aparência institucional, mas remetentes estranhos;
- SMS com links encurtados;
- mensagens de WhatsApp se passando por atendentes automáticos.
Em todos os casos, o objetivo é o mesmo: roubar informações financeiras e pessoais. Há ainda versões mais agressivas, que instalam vírus no celular ou no computador assim que o link é acessado.
O conselho não muda: desconfie de mensagens inesperadas, não clique em links e só consulte informações diretamente no site oficial dos Correios. Se houver dúvida, vale acessar o rastreio pelo código da encomenda ou entrar em contato pelos canais oficiais.





