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Sem carteira assinada e, ainda assim, pensando no futuro? Dá para manter a proteção do INSS. O “segurado facultativo” existe justamente para quem não exerce atividade remunerada, mas quer garantir cobertura previdenciária. Na prática, você decide contribuir para garantir direitos importantes, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e até o auxílio-reclusão. Simples, direto e possível.

Ser facultativo

Essa categoria vale para quem tem 16 anos ou mais e não trabalha — nem com vínculo, nem por conta própria. Entra aqui quem está estudando, quem se dedica ao lar, síndicos sem remuneração, desempregados, bolsistas e estagiários, brasileiros que moram fora do país e até o cônjuge que acompanha o parceiro no exterior. Essas pessoas não são obrigadas a recolher, mas podem optar por contribuir para preservar direitos.

Facultativo x contribuinte individual: qual é a diferença?

Vamos ao ponto:

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  • Facultativo é quem não tem renda de trabalho e contribui por escolha.
  • Contribuinte individual é quem tem renda por conta própria (autônomo, profissional liberal, prestador de serviço) e, por isso, deve contribuir.
  • Quem tem carteira assinada entra em outra categoria (empregado), com desconto feito pela empresa.

Acertar sua categoria evita dores de cabeça no CNIS e na hora de pedir um benefício.

Como contribuir: três alíquotas possíveis

A contribuição do facultativo pode ser feita de três formas. Todas têm como referência o salário mínimo quando a lei assim determina. Veja qual conversa melhor com seu objetivo:

5% (Facultativo de Baixa Renda)
Pensado para quem não tem renda própria, se dedica ao trabalho doméstico no próprio lar e tem renda familiar de até dois salários mínimos, com CadÚnico atualizado. Garante os principais benefícios e a aposentadoria por idade. Porém, não vale para aposentadoria por tempo de contribuição nem para aproveitar esse período em outros regimes. Quer transformar esse tempo no futuro? A saída é complementar as contribuições.

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11% (Plano Simplificado)
Válido para o facultativo e também para quem contribui como individual sem relação de emprego com pessoa jurídica. O recolhimento é sobre o salário mínimo. Dá direito à aposentadoria por idade e aos demais benefícios, mas não conta para tempo de contribuição nem para emissão de CTC. Mudou de ideia depois? É possível complementar para alcançar o equivalente aos 20%.

20% (Plano Normal)
É a contribuição “cheia”. Serve para quem deseja considerar tempo de contribuição e, se a média salarial permitir, buscar benefício acima do mínimo. Também vale para aposentadoria por idade, com potencial de valor maior.

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E as regras de aposentadoria?

Quem já tinha preenchido todos os requisitos para se aposentar por tempo de contribuição ou por idade antes de novembro de 2019 segue as regras antigas. Quem vinha no plano de 20% e ainda não completou o tempo entra nas regras de transição. Já quem contribuiu com 11% ou 5% tem um caminho claro: transição para aposentadoria por idade — a menos que faça a complementação das guias.

Passo a passo para começar hoje

  1. Escolha a alíquota (5%, 11% ou 20%), alinhando com seu objetivo: contar tempo? Planeje 20% ou complemente depois.
  2. Emita a GPS no Meu INSS (portal gov.br) escolhendo a categoria facultativo.
  3. Pague até o dia 15 do mês seguinte à competência. Caiu em dia sem expediente? Vale o próximo dia útil.
  4. Guarde os comprovantes. No caso do 5%, mantenha o CadÚnico atualizado e esteja pronto para validar as contribuições quando solicitado.

Vantagens — e cuidados que fazem diferença

Contribuir como facultativo mantém sua qualidade de segurado. Isso sustenta o direito aos benefícios quando a vida sai do script. Mas alguns cuidados contam — e muito:

  • Regularidade: contribuições em dia evitam juros e preservam a cobertura.
  • Planejamento: quer usar o período como tempo ou buscar benefício acima do mínimo? Considere o 20% desde já ou programe a complementação.
  • Baixa renda: sem CadÚnico atualizado e sem cumprir os requisitos, o INSS pode não validar as guias de 5%.

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Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.