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O Pix revolucionou a forma como os brasileiros realizam transferências bancárias, oferecendo rapidez e praticidade. No entanto, essa inovação também abriu brechas para novas formas de crimes digitais. Uma fraude silenciosa, mas altamente eficaz, tem se espalhado com velocidade e despertado atenção do Banco Central e de especialistas em cibersegurança. Entenda o passo a passo do golpe e proteja-se!

1º passo: Golpe começa com jogos e aplicativos de celular aparentemente inofensivos

O esquema criminoso tem início com aplicativos falsos, que se disfarçam de jogos simples e atrativos. De acordo com a empresa de segurança Kaspersky, esses apps prometem recompensas para atrair o usuário. Ao serem instalados, no entanto, eles introduzem um vírus no sistema do celular — tudo sem levantar qualquer suspeita.

2º passo: A evolução do golpe conhecido como “Mão Fantasma”

Essa nova fraude é considerada uma versão automatizada da chamada “Mão Fantasma”, prática em que o criminoso acessava o dispositivo da vítima remotamente. Com o uso do malware ATS (Sistema de Transferência Automatizada, na sigla em inglês), o processo tornou-se ainda mais perigoso: não exige interação humana por parte do golpista. Tudo acontece de forma automatizada, em poucos segundos.

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A evolução do golpe conhecido como “Mão Fantasma”
Imagem: EtalBr

3º passo: Permissão de acessibilidade: a porta de entrada

O vírus começa a agir assim que o usuário autoriza o acesso à função de acessibilidade do Android — um recurso originalmente criado para auxiliar pessoas com deficiência. Ao conceder essa permissão ao app malicioso, a vítima entrega o controle total do aparelho ao software criminoso, permitindo que ele atue sem qualquer interferência.

4º passo: o golpe afeta as transferências via Pix

O ataque é acionado quando o usuário realiza uma transação via Pix. No exato momento em que a transferência é processada, o vírus bloqueia a tela e altera automaticamente o valor e o destinatário da transação. Quando o usuário digita a senha, o dinheiro já está sendo enviado para outra conta — geralmente ligada a uma rede de laranjas.

Automatização amplia o alcance dos criminosos

Especialistas em cibersegurança alertam que o maior perigo está justamente na automatização do golpe. Enquanto o malware executa a fraude, os criminosos têm liberdade para focar em novas vítimas, aumentando a escala e os lucros do esquema criminoso de forma exponencial.

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Fraudes do Pix disparam: perdas cresceram 70%

Segundo dados recentes do Banco Central, os prejuízos com fraudes envolvendo o Pix cresceram 70% apenas no último ano. O aumento expressivo acende um alerta para a necessidade de medidas preventivas, tanto por parte dos usuários quanto das instituições financeiras.

Como se proteger desse tipo de golpe

  • Baixe apenas aplicativos de fontes oficiais: Prefira Google Play e App Store, que realizam checagens de segurança mais rigorosas.
  • Desconfie de pedidos de acessibilidade: Essa função raramente é exigida por apps legítimos. Se um jogo ou app simples pedir esse acesso, é motivo para suspeita.
  • Use autenticação em dois fatores (2FA): Esse recurso dificulta o acesso indevido às suas contas, mesmo se seus dados forem comprometidos.
  • Instale um antivírus confiável: Soluções de segurança mobile podem bloquear malwares antes mesmo que eles causem danos.

O que fazer se você desconfiar de uma fraude

Ao perceber comportamentos estranhos no seu celular ou movimentações suspeitas na sua conta, o ideal é agir imediatamente. Remova o aplicativo suspeito, altere suas senhas e entre em contato com o seu banco para tentar bloquear possíveis transações. Agilidade pode ser a chave para evitar prejuízos maiores.

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Educação digital

Com a popularização do Pix, é essencial que os brasileiros desenvolvam hábitos digitais mais conscientes. Conhecer os principais sinais de golpe, evitar apps desconhecidos e manter-se informado são atitudes simples que podem fazer grande diferença na proteção do seu patrimônio.

O alerta emitido pelo Banco Central reforça uma verdade cada vez mais evidente: a tecnologia, quando usada de forma maliciosa, pode causar grandes prejuízos. Mas, com informação e atenção, é possível se proteger e continuar aproveitando os benefícios das inovações com mais segurança.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.