O preço do petróleo começou esta manhã em queda, depois de uma forte alta provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Durante a madrugada, o barril do Brent, referência internacional do mercado, chegou a US$ 119,50.
No dia anterior, a cotação já havia ultrapassado US$ 100, algo que não ocorria desde 2022. A movimentação chamou atenção de analistas e reacendeu preocupações sobre o impacto global da crise.
Tensão no Estreito de Ormuz pressiona mercado
A valorização recente do petróleo ocorre após problemas no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta.
O governo do Irã determinou restrições que afetaram a circulação de navios petroleiros na região. A decisão interfere diretamente no fluxo global de combustível.
Hoje, cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo passa por esse corredor marítimo. Qualquer interrupção gera reflexos imediatos nas cotações internacionais.
Por isso, o mercado reagiu rapidamente. Investidores passaram a considerar o risco de redução na oferta global, cenário que costuma pressionar os preços.
Pode faltar Diesel no Brasil?
Enquanto o mercado internacional oscila, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acompanha de perto o abastecimento de diesel no Brasil.
Neste domingo (8), o órgão informou que iniciou monitoramento após produtores rurais relatarem dificuldades pontuais de compra no Rio Grande do Sul.
Apesar dos relatos, a agência afirma que o estado mantém estoques suficientes de diesel e que o abastecimento segue regular.
Durante o fim de semana, a ANP conversou com os principais fornecedores da região para entender o cenário.
Estoques e produção seguem dentro do normal
Segundo a agência, as informações coletadas indicam que o Rio Grande do Sul possui combustível suficiente para garantir o fornecimento.
A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), principal fornecedora do estado, mantém produção e distribuição em ritmo considerado normal.
Ao mesmo tempo, equipes técnicas realizam verificações em instalações estratégicas para evitar qualquer risco de interrupção no abastecimento.
Distribuidoras podem ser notificadas
A ANP também prepara notificações formais para distribuidoras que atuam na região.
Essas empresas deverão informar:
- volume atual de diesel em estoque
- pedidos recebidos de clientes
- quantidade de pedidos efetivamente atendidos
O objetivo é entender se houve recusa de vendas ou problemas logísticos. Caso apareçam irregularidades, a agência poderá abrir investigações. O órgão afirma que possui instrumentos para agir e preservar o abastecimento.
Além disso, aumentos de preços considerados abusivos poderão passar por análise conjunta com órgãos de defesa do consumidor.
Mesmo com os relatos recentes, a ANP reforça que a produção de diesel no Rio Grande do Sul supera o consumo local, situação que mantém os estoques em nível considerado seguro.





