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Os mercados globais abriram a terça-feira repetindo o tom visto na véspera, com destaque para o câmbio. O dólar voltou a perder força frente às principais moedas internacionais, em especial o iene. Ainda assim, o movimento não indica uma saída generalizada de ativos dos Estados Unidos. Os futuros dos índices de Nova York operam em leve alta, refletindo a expectativa pelos balanços das big techs, que concentram a atenção dos investidores ao longo da semana.

Logo no início da manhã, o ambiente mostrou sinais mistos. Às 8h05, no horário de Brasília, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,13%, aos 96,915 pontos. No mesmo intervalo, os futuros do S&P 500 subiam 0,26%, enquanto o Nasdaq avançava 0,60%. O Dow Jones, por sua vez, destoava e caía 0,20%.

Dólar, proteção e ouro no radar

Esse comportamento sugere a retomada de uma estratégia que ganhou espaço ao longo do último ano, o uso do dólar como instrumento de proteção. O movimento ganhou força após o chamado Dia da Libertação e voltou ao radar diante de novos focos de tensão no cenário político internacional.

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Pesam nesse ambiente:

  • o atrito recente entre o governo Trump e o Federal Reserve
  • as ações de Washington envolvendo Venezuela e Groenlândia
  • os protestos ligados à atuação do ICE em Minnesota

Esse conjunto de fatores sustenta a busca por ativos defensivos. O ouro segue como exemplo claro. Depois de ultrapassar a marca de US$ 5 mil por onça-troy na sessão anterior, o metal opera perto da estabilidade e não mostra sinal de realização de lucros nesta manhã.

IPCA-15 e apostas sobre a Selic

No Brasil, o foco se volta para a divulgação do IPCA-15 de janeiro, às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Os agentes observam de perto a composição do índice, já que ela pode influenciar as apostas sobre o início do ciclo de cortes da Selic.

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Em dezembro, os dados mostraram pressão nos serviços. Agora, o mercado acompanha com atenção:

  • os núcleos de inflação
  • os itens mais sensíveis ao mercado de trabalho

Esses componentes tendem a influenciar diretamente o comportamento dos juros futuros.

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Embora a maior parte do mercado concentre suas apostas em um corte da Selic apenas em março, parte dos analistas ainda mantém no radar uma redução já nesta semana. Em entrevista ao Valor, o estrategista-chefe da BTG Pactual Asset Management, Tiago Berriel, afirmou que não identificou mudanças relevantes nos indicadores desde dezembro que afastassem essa possibilidade.

Leilões e curva de juros

O mercado de juros também promete uma sessão movimentada. O Tesouro realiza novo leilão de LFTs e NTN-Bs em um momento em que a curva de juros reais opera em níveis mais elevados do que no fim do ano passado. O movimento contrasta com o rali recente dos ativos domésticos e reforça a cautela dos investidores ao longo do dia.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.