PUBLICIDADE

Uma testemunha trouxe um relato novo que pode pesar nas apurações sobre o desaparecimento do motorista de aplicativo João Henrique Cerqueira de Matos, de 25 anos. Ele mora com a esposa no Cia 1, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A família de João repassou informações recentes ao N1N sobre o andamento do caso. A seguir, veja os detalhes que podem devendar o desaparecimento do motorista.

João desaparecido em Simões Filho
Créditos: (Reprodução/Redes Sociais/edição N1N)

Nova testemunha e a última corrida registrada no aplicativo

Eram cerca de 22h quando João aceitou a que seria a última corrida pelo aplicativo da Uber. Ele buscaria um passageiro na Base Naval de Aratu, em um ponto de grande movimento.

PUBLICIDADE

A polícia teve acesso aos dados dessa solicitação, segundo a família. As informações indicam que um passageiro chamou a corrida em um ponto na região da Base Naval de Aratu, no bairro de São Tomé de Paripe, em Salvador.

Na conversa pelo aplicativo, João perguntou se o local estava cheio. A pessoa respondeu que sim, mas disse que, quando o motorista chegasse, ele poderia parar em um ponto e o passageiro se aproximaria. João concordou.

Veja a reconstituição abaixo da conversa entre João e o passageiro, segundo relato da família, que disse ter tido acesso às informações da investigação:

PUBLICIDADE

SIMULAÇÃO

Após aceitar a corrida João conversa com o passageiro (a):

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

João (motorista): “Aí, tá muito cheio?”
Passageiro (a): “Tá. Quando você chegar, eu saiu da muvuca, você para em um ponto e eu me aproximo de você.”
João (motorista): “Tá bom.”

João desaparecido em Simões Filho
Créditos: (Simulação das falas de João com passageiro/ N1N)

Corrida cancelada por João a poucos metros do carro

Segundo o relato, quando João chegou ao local, o passageiro saiu da aglomeração conforme conbinado na conversa e começou a andar na direção do veículo. Ele ainda estava a cerca de 40 metros do carro quando João cancelou a corrida.

Segundo a família de João, a polícia ouviu o passageiro que teve a viagem cancelada. Ele afirmou que, depois do cancelamento, olhou na direção do carro e viu dois homens na janela do veículo de João.

A partir desse momento, o passageiro disse que não viu mais nada. Ele seguiu o caminho dele e não teve mais contato com a situação.

Com esse depoimento, a polícia concluiu que a última corrida efetivamente feita por João não ocorreu pela Uber, já que ele cancelou a solicitação registrada no aplicativo.

Investigação mira dois homens citados por testemunha

Agora, a investigação tenta identificar quem são os dois homens vistos na janela do carro de João. Esse ponto virou peça central da apuração.

Entre as hipóteses avaliadas, três cenários se apresentam:

  • Cenário 1: Os homens podem ter oferecido dinheiro a João para fazer uma corrida fora do aplicativo e, no caminho, podem ter feito algo com o trabalhador.
  • Cenário 2: Os homens podem ter obrigado João a cancelar a corrida que estava em andamento e podem ter levado João.
  • Cenário 3: O passageiro que pediu a corrida pode ter agido junto com os homens, em uma possível emboscada. Nesse cenário, João teria sido atraído até o ponto movimentado e, em seguida, abordado. Depois, ele teria cancelado a corrida para não deixar rastros claros ligados ao solicitante.

Policiais da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho seguem investigando o caso.

O desaparecimento de João Henrique

João Henrique Cerqueira de Matos está desaparecido desde 11 de janeiro. Naquela noite ele avisou a esposa que encerraria o turno e faria apenas mais uma viagem. Pouco tempo depois, o contato parou. O carro alugado usado por ele nas corridas apareceu intacto, mas abandonado e revirado, na Rua Bonsucesso, nos fundos da Ceasa. O celular parou de dar sinais. A última localização apontou para o Centro Industrial de Aratu.

A esposa, Jucyele, acionou a Equipe Motta, que passou a ajudar nas buscas. O grupo foi a dois pontos citados em informações anônimas recebidas pela família, mas não encontrou nada.

João Henrique trabalhava como motorista por aplicativo e sustentava a família com a renda das corridas. Ele morava em Simões Filho com a esposa.

Compartilhar.
Avatar photo

A Agência N1N é a agência de notícias oficial do portal N1N, responsável por produzir e publicar conteúdos jornalísticos com agilidade, clareza e compromisso com a informação de qualidade.