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Transformar um carro em algo único é o sonho de muitos brasileiros. Quem já passou horas pesquisando acessórios, comparando rodas esportivas ou imaginando como ficaria a suspensão rebaixada sabe bem a satisfação de ver o veículo ganhar personalidade. Mas entre a vontade de modificar e a realidade de circular pelas ruas dentro da lei existe um caminho que pede atenção e alguns cuidados indispensáveis.

Afinal, o que pode ou não pode? Essa é a pergunta que sempre surge na mente de quem deseja dar ao carro um visual mais arrojado sem correr o risco de receber multa, perder pontos na carteira ou até ter o veículo retido.

A paixão pela customização no Brasil

Por aqui, o mercado de customização de veículos não para de crescer. Oficinas especializadas surgem em todas as regiões, oferecendo desde simples trocas estéticas até transformações completas. O rebaixamento da suspensão, em especial, virou quase uma marca cultural. Para muitos motoristas, não se trata só de estética, mas de estilo de vida.

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Ainda assim, engana-se quem pensa que basta mexer na altura do carro e sair dirigindo. Existe um conjunto de normas que precisam ser respeitadas, caso contrário, o barato pode sair caro. Vamos te mostrar as três exigências principais.

O que diz o Código de Trânsito

O Artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é bem claro: conduzir um veículo com características alteradas sem autorização é infração grave. As consequências incluem cinco pontos na CNH, multa de R$ 195,23 e retenção do carro até que tudo seja regularizado.

Ou seja, rebaixar a suspensão não é proibido, mas deve seguir algumas exigências específicas do Contran e do Detran.

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As três exigências principais

Quem sonha em ver o carro “colado no chão” e ao mesmo tempo rodar sem preocupações precisa cumprir três etapas fundamentais:

1. Respeitar a altura mínima

A suspensão deve manter pelo menos 10 centímetros de distância entre o ponto mais baixo da carroceria (ou do chassi) e o solo. Além disso, ao esterçar totalmente o volante, a roda não pode encostar em nenhuma parte do carro, como para-lamas ou componentes da suspensão.

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2. Atualizar o documento do veículo

Qualquer alteração estrutural ou de segurança exige a emissão de um novo CSV (Certificado de Segurança do Veículo). Esse documento deve ser solicitado ao Detran e só é liberado após análise de órgãos credenciados.

3. Passar pela inspeção

Antes de rodar, o carro precisa ser avaliado por uma instituição técnica credenciada pelo Denatran. Só com a aprovação será possível atualizar o CRLV e o CRV, que devem trazer no campo de observações a informação de que o veículo sofreu modificações autorizadas.

Personalizar sem problemas é possível

Muita gente desanima quando descobre a burocracia, mas a verdade é que seguir as regras evita grandes dores de cabeça. Além disso, circular dentro da lei garante mais segurança para o motorista, passageiros e todos que estão no trânsito.

Em resumo, é totalmente possível realizar o sonho de dirigir um carro com suspensão rebaixada — desde que cada etapa seja cumprida. Regularizar é a melhor forma de aproveitar a personalização sem medo de multas ou apreensão do veículo.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.