Os benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, INSS, com valor acima do salário mínimo passaram por reajuste de 3,90%. A atualização consta na Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro, e vale retroativamente desde 1º de janeiro de 2026. A medida busca preservar o poder de compra dos segurados diante da inflação acumulada.
Com o novo índice, o teto dos benefícios do INSS foi elevado para R$ 8.475,55. O mesmo percentual atinge auxílios e pensões especiais previstas em lei. Entre elas, estão as pensões destinadas às vítimas da síndrome da talidomida e aos cidadãos afetados pela hanseníase, cujos valores de referência também foram atualizados pela portaria.
Hoje, mais de 12,2 milhões de benefícios pagos pelo INSS superam o piso nacional. Segundo o calendário oficial, esses segurados começam a receber os valores corrigidos a partir de 2 de fevereiro. Outro ajuste já em vigor envolve a diária paga ao segurado ou dependente que precisa se deslocar, por determinação do INSS, para exames médico-periciais ou processos de reabilitação profissional. O valor passou a ser de R$ 141,63.
Quem recebe o piso previdenciário segue outra regra. Nesse caso, o reajuste acompanha o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00. Aproximadamente 21,9 milhões de pessoas fazem parte desse grupo. Os pagamentos ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador após o traço.
Valores de referência para cálculos
A portaria também redefine os limites usados nos cálculos previdenciários. A partir de janeiro de 2026, tanto o salário de benefício quanto o salário de contribuição não podem ser inferiores a R$ 1.621,00 nem ultrapassar R$ 8.475,55.
As faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos foram atualizadas. As alíquotas seguem progressivas, de acordo com a remuneração mensal:
- 7,5% para salários de até R$ 1.621,00;
- 9% para valores entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
- 12% para rendimentos de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27;
- 14% para salários entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55.
Essas contribuições incidem sobre os salários de janeiro e o INSS fará a cobrança apenas em fevereiro, já que o pagamento acontece sempre no mês seguinte ao trabalhado.
Outros benefícios com valores fixos
- Benefício de Prestação Continuada, BPC/LOAS, destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza: R$ 1.621,00;
- Benefício pago a seringueiros e seus dependentes: R$ 3.242,00;
- Cota do salário-família: R$ 67,54 para segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.
Para quem começou a receber benefícios a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste ocorre de forma proporcional, conforme a data de início do pagamento.
Como consultar o benefício
O segurado pode conferir o valor atualizado pelo aplicativo ou site Meu INSS, com login gov.br. Também é possível obter informações pela Central 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília.





