O motorista de aplicativo João Henrique, de 25 anos, segue desaparecido desde a noite deste domingo (11), na Região Metropolitana de Salvador. Morador de Simões Filho, ele avisou a esposa, por volta das 22h, que faria a última corrida antes de voltar para casa. O contato terminou ali.
A esposa, Josiela, contou que estranhou o sumiço da localização do celular pouco tempo depois da mensagem. Ela tentou ligar várias vezes. As chamadas não completaram. As mensagens também deixaram de ser entregues. Desde então, o telefone permaneceu desligado.
João saiu para trabalhar em um carro alugado, usado nas corridas por aplicativo. Sem notícias até a manhã seguinte, familiares decidiram acionar o sistema de rastreamento do veículo. O GPS apontou o automóvel em uma área próxima ao fundo da Ceasa.

Carro encontrado, motorista não
O carro apareceu na Rua Bonsucesso, nos fundos da Ceasa. O veículo estava intacto e abandonado. João não estava no local. A situação levantou a suspeita de que ele tenha sido retirado do carro e levado em outro veículo para um destino ainda desconhecido.
A família foi até a região, mas aguardou a chegada da polícia antes de se aproximar. Segundo Josiela, o cenário chamou a atenção logo de início. O carro, apesar de estar intacto, estava revirado. “Quando a gente chegou perto do local, viu o carro, mas esperamos a chegada da polícia. O que eu mais quero é saber o que aconteceu”, relatou a esposa.
Últimos sinais do celular de João
Outro detalhe reforça o mistério. A última localização do celular de João apontou para uma rua nas proximidades da fábrica Ypê, no Centro Industrial de Aratu. O ponto fica a 15 km de distância do local onde a polícia encontrou o carro. Segundo a família, o aparelho foi desligado ainda na noite de domingo nessa região.

João Henrique se mudou a pouco tempo para Simões Filho
Atualmente, João mora com a esposa em Simões Filho. O bairro não foi divulgado.
Família pede ajuda
Amigos descrevem João Henrique como um jovem tranquilo, trabalhador e muito querido. Ele atuava como motorista de Uber e sustentava a família com a renda das corridas.
Familiares acompanharam a remoção do veículo, prestaram depoimento e aguardam novos desdobramentos. A polícia removeu o carro e levou o veículo para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP. A equipe vai realizar a perícia e buscar vestígios que ajudem a esclarecer o desaparecimento.
A Polícia Civil investiga o caso. Quem tiver informações que ajudem nas buscas pode repassá-las às autoridades.





