Os trabalhadores nascidos em janeiro que aderiram ao saque-aniversário do FGTS já podem acessar os valores liberados pela modalidade. O prazo para movimentação segue aberto até o fim de março, conforme o calendário oficial do Fundo de Garantia.
A liberação do saque-aniversário do FGTS segue um calendário definido pelo mês de nascimento do trabalhador e permite a retirada de parte do saldo do fundo uma vez por ano. No caso dos nascidos em janeiro, o dinheiro fica disponível por até 90 dias, contados a partir do início do período de saque.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, só recebe o valor quem aderiu formalmente à modalidade e possui saldo liberado para retirada. A adesão é opcional, ocorre de forma individual e pode ser feita uma vez ao ano, dentro das regras em vigor. Quem escolhe o saque-aniversário abre mão do saque integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas a multa rescisória.
Esse movimento acontece em um momento de agenda econômica mais ampla. O governo federal trabalha com a liberação de recursos e mudanças fiscais como parte da estratégia para estimular o consumo no início de 2026. O movimento já aparece em medidas concretas. A partir de janeiro, o salário mínimo sobe para R$ 1.621. Em paralelo, a faixa de isenção do Imposto de Renda se amplia e passa a alcançar trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil.
Novas regras do saque-aniversário do FGTS
As mudanças nas regras do saque-aniversário entraram em vigor em 1º de novembro de 2025. A decisão partiu do Conselho Curador do FGTS e passou a ser aplicada pela Caixa Econômica Federal. O foco está na limitação da antecipação de parcelas futuras, prática comum entre trabalhadores que recorrem a empréstimos bancários com garantia no fundo.
O Ministério do Trabalho sustenta que a mudança reduz o risco de o trabalhador ficar sem amparo financeiro após uma demissão. Ao mesmo tempo, o governo procura proteger os recursos do FGTS, que bancam projetos de habitação popular e obras de infraestrutura em todo o país. Ao comentar a decisão, o ministro Luiz Marinho foi direto ao classificar o saque-aniversário como uma “armadilha” e lembrou que, no início do ano, o governo liberou cerca de R$ 12 bilhões retidos em contas do fundo.
Hoje, 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário. O grupo representa 51% das contas ativas do FGTS. Dentro desse universo, cerca de 70% já anteciparam valores por meio de operações com bancos.





