Simões Filho fechou 2025 com um dado que chama atenção. Ao longo do ano, o município registrou mais mortes do que nascimentos, o que resultou em queda da população. Os números oficiais do Registro Civil expõem esse cenário e ajudam a entender mudanças demográficas e sociais na cidade da Região Metropolitana de Salvador.
O levantamento revela quantas pessoas nasceram, quantas morreram, quantos casamentos foram formalizados e quantas crianças tiveram o registro feito sem o nome do pai.
As informações fazem parte de um levantamento do N1N, com base no Portal da Transparência do Registro Civil. A base de dados é mantida pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, a Arpen-Brasil, entidade que reúne os cartórios de registro civil de todo o país.

Nascimentos e óbitos em Simões Filho
Os números consolidados de 2025 indicam um desequilíbrio claro entre quem nasceu e quem morreu na cidade.
- 526 nascimentos registrados
- 849 óbitos contabilizados
Na prática, Simões Filho teve 323 mortes a mais do que nascimentos no período. Esse tipo de diferença já aparece em outras cidades brasileiras e costuma estar ligado ao envelhecimento da população, além de mudanças no comportamento das famílias.
Pais ausentes no registro de nascimento
Outro dado que chama atenção aparece nos registros de nascimento. Entre os 526 bebês registrados em 2025, parte deles não teve o nome do pai incluído na certidão.
- 104 crianças registradas sem o nome do pai
O número reforça um padrão que se repete em várias regiões do país e levanta discussões sobre reconhecimento de paternidade e responsabilidades familiares.
Casamentos registrados no ano
Apesar do saldo negativo entre nascimentos e mortes, os cartórios também registraram uniões formais ao longo do ano.
- 454 casamentos realizados em Simões Filho
O volume mostra que, mesmo em um contexto de transformações demográficas, muitos moradores ainda optam pelo casamento civil.
Os dados do Registro Civil oferecem um retrato fiel da realidade local. Além disso, servem como base para políticas públicas nas áreas de saúde, assistência social e planejamento urbano, ajudando gestores a tomar decisões mais alinhadas com o perfil da população.





