Um levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome aponta que uma parte expressiva das famílias de baixa renda de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, segue com dados desatualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
O município soma 37.459 registros ativos. Desse total, cerca de 7 mil famílias não fizeram a atualização cadastral nos últimos dois anos. Os números constam no Relatório do Programa Bolsa Família e Cadastro Único, documento oficial que orienta a gestão das políticas sociais em todo o país.
Índice de atualização abaixo da média nacional
Em Simões Filho, até novembro de 2025, 29.242 famílias haviam atualizado o cadastro dentro do prazo previsto. O número é alto, mas ainda não alcança todo o público registrado no sistema.

Em outubro de 2025, a Taxa de Atualização Cadastral do município chegou a 87,9%. O indicador mede a proporção de famílias, dentro do critério de renda, com informações em dia. No mesmo período, a média nacional foi de 89,6%, o que deixou Simões Filho abaixo do desempenho registrado no país.
O cálculo leva em conta 23.714 famílias com dados atualizados entre 26.995 que se enquadram no limite de renda. Esse intervalo revela um grupo significativo fora da regularidade exigida.
Ferramenta central para políticas públicas
O Cadastro Único é a principal porta de entrada para programas sociais federais voltados a famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. O sistema reúne informações sobre renda, composição familiar, escolaridade, condições de moradia e acesso a serviços públicos. Por isso, a revisão periódica dos dados é uma exigência do governo federal para manter a base fiel à realidade.
Manter as informações atualizadas é decisivo para que os registros retratem a situação real das famílias e para que as políticas públicas em Simões Filho cheguem a quem mais precisa.





