R$ 500, R$ 400 e R$ 300? Porque o valor das próximas parcelas do auxílio ainda podem aumentar

Autor: Charles Fábion

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Porque o valor das próximas parcelas do auxílio ainda podem aumentar
R$ 500, R$ 400 e R$ 300? Porque o valor das próximas parcelas do auxílio ainda podem aumentar – Foto: Charles Fábion / N1

R$ 500, R$ 400 e R$ 300? Porque o valor das próximas parcelas do auxílio ainda podem aumentar.

Mesmo após o presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que o Auxílio Emergencial será prorrogado possivelmente em mais três parcelas (de R$ 500, R$ 400 e R$ 300), a equipe econômica ainda não oficializou qual se esse formato será realmente utilizado.

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De acordo com fontes do Palácio do Planalto, além das contas que precisam se encaixar dentro do orçamento, há um componente político importante na decisão: não criar atritos com o Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, segue defendendo publicamente mais duas parcelas de R$ 600.

“Estamos conversando, achamos ruim [pagar] duas ou mais parcelas de R$ 600. Vamos ver”, disse uma fonte do Ministério da Economia, com conhecimento do assunto.

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Economia

Segundo esse auxiliar, os problemas fiscais no Brasil serão ainda mais agravados com essa conta. Tanto Bolsonaro como o ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmaram que “a União não aguenta” mais duas parcelas de R$ 600.

Segundo o governo, o pagamento de cada parcela de R$ 600 custa em torno de R$ 50 bilhões por mês para os cofres da União.

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“Também há a expectativa de que entraremos em outra fase da crise, com menor restrição a mobilidade”, ponderou essa fonte, justificando que os valores das parcelas podem ser menores.

Sobre o Auxílio Emergencial

O Auxílio Emergencial foi criado em abril para ajudar trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, MEIs e desempregados durante a crise gerada pela pandemia do coronavírus.

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O prazo para solicitação das três parcelas de R$ 600 oferecidos na primeira leva do programa acaba no próximo dia 2 de julho. No início da pandemia, o Ministério da Economia queria que as parcelas fossem de R$ 200.

Mas o presidente da Câmara subiu o valor para R$ 500, o que obrigou Bolsonaro a anunciar os R$ 600.

A ideia do governo dar “a última palavra” foi uma estratégia para ganhar com a agenda considerada popular e positiva.

Alguns beneficiários recebem até R$ 1.200 de Auxílio Emergencial – média é de R$ 846,50 por casa

Portanto, fontes do Ministério da Economia e da Cidadania dizem que a expectativa é que o martelo seja batido nesta semana. Existe a possibilidade do governo fazer um anúncio com ares políticos, já que Bolsonaro tem ampliado sua popularidade com a concessão do benefício em regiões mais carentes do país.


Depósitos da terceira parcela do Auxílio Emergencial para informais já começou. Veja calendário:

Calendário de depósitos da terceira parcela 

27 de junho – nascidos em janeiro e fevereiro
30 de junho – nascidos em março e abril
1º de julho – nascidos em maio e junho
2 de julho – nascidos em julho e agosto
3 de julho – nascidos em setembro e outubro
4 de julho – nascidos em novembro e dezembro

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Calendário de saques em dinheiro

18 de julho – nascidos em janeiro
25 de julho – nascidos em fevereiro
1º de agosto – nascidos em março
8 de agosto – nascidos em abril
15 de agosto – nascidos em maio
29 de agosto – nascidos em junho
1º de setembro – nascidos em julho
8 de setembro – nascidos em agosto
10 de setembro – nascidos em setembro
12 de setembro – nascidos em outubro
15 de setembro – nascidos em novembro
19 de setembro – nascidos em dezembro

 

Informações de UOL, com adaptações de N1.