Procon-SP entra no caso de vazamento de dados e quer explicações de teles em 72 horas

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O Procon-SP notificou as operadoras de telefonia Claro, Oi, TIM e Vivo e a empresa de segurança digital PSafe para fornecerem mais informações sobre o possível vazamento de dados de mais de cem milhões de celulares, divulgado na semana passada. As empresas têm 72 horas para responder a partir desta quarta-feira.

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De acordo com informações preliminares, os dados estavam à venda na deep web, ou a chamada “internet profunda”, que não pode ser acessada por buscadores e navegadores convencionais e onde há pouca regulação.

Em sua busca e monitoramento contínuo da deep web, o dfndr enterprise, solução de proteção empresarial contra vazamento de dados, desenvolvido pela PSafe, identificou uma nova base de dados que potencialmente põe em risco informações de mais de 100 milhões de contas de celular”, disse a empresa no comunicado sobre a descoberta.

As teles deverão confirmar se houve vazamento de dados pessoais de suas bases e, em caso positivo, explicar os motivos do incidente, detalhar quais as medidas tomadas para contê-lo e informar o que farão para reparar os danos causados pelo incidente e evitar que a falha aconteça novamente.

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Segundo a PSafe, as informações estavam à venda pelo valor de 0.026 bitcoin cada, o que seria equivalente a pouco mais de R$ 6.200. “Para verificar a veracidade das informações detectadas, a equipe da PSafe entrou em contato com o criminoso [que revelou a captura dos dados] e solicitou uma amostra do banco de dados oferecido para venda”, informou a empresa em nota.

O Procon-SP quer que a Psafe esclareça como se deu o contato com o hacker que noticiou o vazamento; quais informações foram vazadas; e se o vazamento se deu apenas no ambiente conhecido como “dark web”.

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— Esses vazamentos são gravíssimos e permitirão que sejam aplicados muitos golpes. O Procon-SP já está investigando e pede que as pessoas tomem máxima cautela, desconfiem de tudo e jamais passem dados pessoais ou entrem em sites que não conheçam — disse o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

Fonte: Extra Online

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