Processo de adesão do Criança Feliz segue ativo mesmo diante do coronavírus

Processo de adesão do Criança Feliz segue ativo mesmo diante do coronavírus
Processo de adesão do Criança Feliz segue ativo mesmo diante do coronavírus – Sergio Amaral/MDS

Processo de adesão do Criança Feliz segue ativo mesmo diante do coronavírus.

O Criança Feliz recebeu a adesão de 31 novos municípios no mês de março. Ao todo já são 2.927 cidades atendidas pelo maior programa do mundo de visitação domiciliar para a promoção do desenvolvimento infantil, coordenado pelo Ministério da Cidadania.

As cidades contempladas cumprem os requisitos necessários, entre eles o de ter pelo menos um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e um mínimo de 140 pessoas como público-alvo das ações.

O processo de adesão ao programa segue ativo mesmo diante da crise do coronavírus. As visitas, contudo, dependem das orientações sanitárias e de saúde de cada estado ou município.

O programa não exige contrapartida financeira para os municípios, ou seja, não gera custos para a gestão local. O Governo Federal gerencia o Criança Feliz de acordo com a meta de atendimento estipulada.

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A partir daí, é definida a quantidade de profissionais para as equipes de supervisão e visitação, respeitada a quantidade máxima de 30 beneficiários para cada visitador.

Campina da Lagoa, no Paraná, foi uma das cidades que aderiram ao programa em 2020. A secretária de Assistência Social do município, Clinéia Favaro, comemorou a adesão e entende que o cuidado com a base inibe problemas no futuro.

“Nosso município entende que, fazendo esse trabalho de base com as gestantes e com as crianças de até seis anos, podemos acabar com vários problemas futuros. O Criança Feliz é um programa que vai fazer uma grande diferença”, afirmou. O município de 15 mil habitantes pretende atender 100 famílias.

Combate às desigualdades sociais

A secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, explica que o programa atua diretamente no combate às desigualdades sociais.

“Nos primeiros mil dias, da gestação até os dois anos, o potencial cerebral da criança é mais ativo. Então, se ela receber os estímulos adequados e tiver o vínculo afetivo garantido, tem condições de desenvolver um potencial que pode diminuir as desigualdades sociais futuramente”, explica.

A secretária destaca como fundamental o apoio às famílias neste momento de gestação e dos primeiros anos de vida da criança.

“É uma oportunidade de as crianças terem esse desenvolvimento em melhores condições para enfrentar a vida pela frente”, afirma.

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De acordo com informações do Ministério da Cidadania, 1,2 mil municípios brasileiros estão aptos a aderir ao Criança Feliz. As inscrições seguem abertas. Basta acessar a página oficial do Ministério da Cidadania. A lista completa dos novos municípios foi publicada no Diário Oficial da União, por meio da portaria nº6.

Ampliação do atendimento

A cada três meses é divulgada uma lista com os municípios que atingiram 90% da meta estabelecida inicialmente de famílias atendidas. Com isso, eles ficam aptos a dobrar o número. Segundo a secretária Ely Harasawa, no primeiro trimestre deste ano 1,6 mil municípios foram elegíveis à ampliação. Desses, 1.133 optaram por ampliar.

“O número é motivo de comemoração porque vemos que os municípios perceberam a diferença e os resultados que o programa apresenta”, avaliou.

O programa Criança Feliz

O Criança Feliz é coordenado pelo Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, e conduzido pela Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano.

A proposta tem como foco o atendimento a gestantes e crianças de até três anos inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e a crianças de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A ação consiste em realizar visitas domiciliares e levar orientações às famílias para o melhor desenvolvimento na primeira infância, ao integrar ações nas áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos.

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