PF realiza operações de combate a fraudes do Auxílio em SP

PF realiza operações de combate a fraudes do Auxílio em SP
PF realiza operações de combate a fraudes do Auxílio em SP © Shutterstock

PF realiza operações de combate a fraudes do Auxílio em SP.

O combate às fraudes ao pagamento do Auxílio Emergencial teve prosseguimento nesta sexta-feira (16.04) com mais duas operações realizadas pela Polícia Federal. Foi desarticulada uma organização que atuava no interior de São Paulo. Os criminosos usavam programas de computador para invadir contas dos cidadãos que receberam o benefício do Governo Federal e desviar o dinheiro para os suspeitos.

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“O Governo Federal trabalha incansavelmente para aprimorar os mecanismos de segurança nos pagamentos do Auxílio Emergencial, fazendo com que o dinheiro chegue a quem realmente necessita. Nas ocasiões em que organizações criminosas conseguem fraudar os pagamentos, ou mesmo invadir contas dos cidadãos, como nesse caso de São Paulo, a atuação dos órgãos competentes tem mostrado resultados efetivos. Não vamos deixar impune quem cometer tais crimes”, disse o ministro da Cidadania, João Roma.

As operações são resultado da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), que conta com a Polícia Federal, o Ministério da Cidadania, a Caixa Econômica Federal, o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). O Ministério da Cidadania é responsável por receber e tratar denúncias e repassar as informações para a ação dos demais órgãos no combate aos crimes relacionados aos pagamentos do benefício.

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Lotter e Botter

Uma das operações deflagradas pela Polícia Federal, batizada de Lotter, foi expedida pela 9ª Vara Federal em Campinas e cumpriu oito Mandados de Busca e Apreensão e um de Prisão Temporária nas cidades de Paulínia e Sumaré. A organização criminosa, que envolve pelo menos oito pessoas, utilizava programas de computadores para invadir a conta dos beneficiários, transferindo o dinheiro para as contas dos criminosos por meio do pagamento de boletos gerados em um site de sistema de pagamentos ou por meio de transações eletrônicas. Foram furtados mais de R$ 135 mil, o que indica um mínimo de 225 famílias lesadas.

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A outra operação realizada nesta sexta-feira (16/04), batizada de Botter, foi deflagrada em Sorocaba para cumprir oito Mandados de Busca e Apreensão (três em Tatuí, três em Paulínia, um em Boituva e outro em São Paulo) e um Mandado de Prisão Preventiva contra uma pessoa que desviou 170 pagamentos do Auxílio Emergencial, durante a transferência da primeira parcela em 2020, com prejuízo estipulado em pelo menos R$ 435 mil.

As investigações chegaram simultaneamente a braços diferentes da organização criminosa, identificando investigados que estão entre os maiores fraudadores já detectados do Auxílio Emergencial. O objetivo das buscas é recolher documentos, equipamentos e dispositivos eletrônicos para formar o quadro de provas dos crimes já identificados e para impedir que outros furtos sejam feitos contra beneficiários do Auxílio Emergencial. Além dessas medidas, foram executados sequestros e bloqueios de contas para garantir a recomposição dos danos causados.

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Os envolvidos responderão pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. As penas somadas podem chegar a quase 30 anos de prisão.

Os nomes das duas operações foram inspirados no modo utilizado pelos criminosos para fraudar as contas. Enquanto lotter refere-se a usuários que se utilizam da internet para enganar os outros, aproveitando-se da boa-fé ou fragilidade de terceiros, botters são usuários que operam robôs (bots).

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