PF desarticula quadrilha responsável por desvio de R$ 2 milhões no Auxílio Emergencial

PF desarticula quadrilha responsável por desvio de R$ 2 milhões no Auxílio Emergencial
PF desarticula quadrilha responsável por desvio de R$ 2 milhões no Auxílio Emergencial – Foto: Jô Souza/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo

PF desarticula quadrilha responsável por desvio de R$ 2 milhões no Auxílio Emergencial.

Em mais um desdobramento das ações integradas de combate às fraudes no Auxílio Emergencial, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (03/05) a Operação Yandex.

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O foco foi desarticular uma organização criminosa responsável por saques fraudulentos do benefício do Governo Federal voltado para minimizar os efeitos econômicos e sociais da pandemia do novo coronavírus. Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Canoas e Parobé, no Rio Grande do Sul, e em Palhoça e Jurerê Internacional, em Santa Catarina.

A estimativa é de que o grupo tenha fraudado cerca de três mil benefícios, principalmente no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O prejuízo calculado é de cerca de R$ 2 milhões. Nas buscas realizadas nesta manhã, foram apreendidos R$ 60 mil e documentos de interesse da investigação. Três pessoas foram presas em flagrante por posse de arma de fogo e de drogas em Jurerê Internacional e Canoas.

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“Esta é mais uma ação que demonstra o compromisso do Governo Federal em não deixar brechas àqueles que tentam tirar proveito de uma ação voltada para os mais vulneráveis durante a pandemia. O Governo Federal está empenhado em garantir, por várias frentes, que o Auxílio Emergencial chegue de fato a quem realmente precisa”, afirmou o ministro da Cidadania, João Roma.

A investigação teve início em maio de 2020, quando a Brigada Militar, em uma ação no município de Taquara (RS), apreendeu um caderno com CPFs de possíveis beneficiários do Auxílio Emergencial, endereços de e-mail e senhas com indicação de saques e valores. Na abordagem, também foram apreendidas armas e drogas.

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A partir dessas informações, a Polícia Federal realizou diligências para identificar a forma de atuação do grupo. Segundo as investigações, eles obtinham CPFs de potenciais beneficiários do Auxílio Emergencial, criavam e-mails e cadastravam no site da Caixa Econômica Federal. Após o depósito dos valores, pagavam boletos em compras voltadas para a organização criminosa.

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