Mesmo que impeça o impeachment, Dilma não conseguirá governar, diz Cunha

Desde a saída do PMDB do governo no início desta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vem reiterando as críticas às negociações de cargos que estão sendo feitas nos bastidores pela presidente Dilma Rousseff para formar uma nova base aliada.

Nesta sexta-feira, 1, Cunha disse que “o governo está fazendo uma luta insana de tentar fazer cooptação” com os parlamentares para atingir o número de votos para barrar o processo de impeachment na Casa.

Dilma precisa de 172 deputados. “Se por acaso o governo conseguir evitar a abertura do processo de impeachment, ele vai ter que governar no outro dia, e não vai governar com esse número”, disse Cunha. Ele acredita que mesmo que o governo consiga fazer uma repactuação até o dia da votação depois teria que fazer novos acordos para garantir a governabilidade.

“Até podem fingir que vão dar qualquer coisa agora, podem até dar, mas depois vão tirar.” Cunha disse ainda que “o correto” seria enfrentar esse processo sem negociações, de acordo com os posicionamentos de cada um.

O peemedebista que o governo tem procurado parlamentares dizendo que eles não precisam comparecer na votação do impeachment. O objetivo seria evitar uma posição impopular na mídia. “Para mim, não comparecer seria a mesma coisa que votar. Vai ser uma guerra política que vai ser travada e a punição para os que não vierem será política”, completou.

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