Medida Provisória que estabelece critérios para concessão do BPC; veja o que muda

Foto:Divulgação Governo Federal

A Medida Provisória nº 1.023, que estabelece os critérios de elegibilidade para requerimentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) já foi assinada e publicada no final de dezembro. O critério de comprovação de renda limitada a um quarto de salário mínimo está mantido, sem limitação temporal.

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A Lei nº 13.982, de 2 de abril 2020, que regulamentava o Auxílio Emergencial, alterou a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e estabeleceu um prazo final para o critério legal de elegibilidade do BPC, que passaria a vigorar apenas até 31/12/2020.

Nessa situação, na legislação infraconstitucional,deixaria de existir critério objetivo de definição de renda. A MP,  assinada pelo presidente Bolsonaro, restabelece o critério objetivo para acesso ao BPC, a partir do ano de 2021, suprimindo o limitador temporal existente.

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A medida ainda visa minimizar o potencial de judicialização do tema, que ocorreria caso não houvesse a definição do critério de renda a partir de 2021. Por sua vez, a MP não traz impacto orçamentário-financeiro, pois restabelece um critério para acesso ao benefício nos próximos exercícios.

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Balanço

Somente em 2020, foram concedidos aproximadamente 185 mil benefícios a idosos e 80 mil a pessoas com deficiência. Ao todo, o BPC chega a 4,6 milhões de brasileiros.

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