INSS tem mais de 1,7 milhão de pedidos de benefício na fila de espera

INSS tem mais 1,7 milhão de processos na fila para concessão de benefíciosFoto: Sérgio Lima/PODER 360

O INSS tem mais de 1,7 milhão de pedidos de benefício na fila de espera. Isso porque quem precisou requerer algum benefício do Instituto nacional do Seguro Social (INSS) em 2020 enfrentou muitas dificuldades, devido a pandemia da Covid-19, as agências ficaram fechadas por cinco meses e os processos de solicitações foram acumulados.

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Em dezembro, a fila para concessão de benefício previdenciário contava com cerca de 1,7 milhão de requerimentos. Desse total, 1,2 milhão esperavam ainda pela primeira avaliação do INSS e 477 mil já haviam passado pela análise do instituto e aguardavam que o segurado apresentasse documentação para concluir o pedido.

Em entrevista ao site G1, o INSS informou que houve aumento no número de servidores nas análises e concessões de benefício, o que deverá diminuir o tempo para concessão e o estoque de pedidos.

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Ainda no ano passado, o tempo médio de concessão de benefícios era de 66. Contudo, por lei, os pedidos devem ser analisados em um prazo de até 45 dias. O INSS conseguiu cumprir o que determina a lei entre junho e setembro, mas a partir de outubro o tempo de espera voltou a subir.

Espera por estado

De acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social disponível, os estados com maior tempo de espera para concessão de benefícios eram o Acre, Amapá e Tocantins. No caso do Acre, o tempo de espera era de 97 dias, mais que o dobro do estabelecido em lei. Já o estado com o menor tempo médio de espera era Mato Grosso do Sul, porém, 6 dias a mais que os 45 exigidos.

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Ainda segundo o boletim, até dezembro, o número de pedidos aguardando análise na fila que ultrapassou os 45 dias previstos por lei era maior do que o número de pedidos que estavam dentro do prazo.

Perícia médica

Quem precisou realizar perícia médica também ficou serm o serviço. Em meio à pandemia, as agências do INSS ficaram fechadas por mais de cinco meses e começaram a reabrir gradualmente em setembro. Hoje, menos da metade conta com realização de perícias, exigidas para concessão de benefícios por incapacidade como auxílio-doença. Na fila de pedidos a serem analisados pelo INSS estãoos segurados que ainda não realizaram a perícia.

Nesse período,  servidores do atendimento foram realocados para a análise de benefícios, feitos de forma online pelos segurados.

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Segundo o INSS, isso permitiu acelerar o trabalho e reduzir sensivelmente o tempo médio de conclusão e o estoque de pedidos esperando resposta. Contudo, a expectativa do instituto de zerar o estoque até outubro não foi possível.

Expansão na equipe de análise

O INSS ainda informou que o número de servidores na análise de requerimentos está sendo ampliado de 30% para 40% do total a partir deste mês. “Isso diminuirá sensivelmente o tempo de concessão, o que acarretará na diminuição de pagamento de correção, uma vez que os benefícios serão concedidos dentro do prazo previsto”, informou o INSS ao G1.

Além disso, o INSS informa também que está ampliando o número de servidores que atuam exclusivamente na concessão de benefício, através da implementação de programas de gestão por teletrabalho.

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“Esses servidores trabalham com meta mensal maior do que os demais, portanto, apresentam maior produtividade na análise de requerimentos, o que acarretará em notória queda do estoque de pedidos”, prevê.

Segundo o instituto, estão sendo analisados, em média, 835 mil benefícios por mês, o que inclui análises feitas pelos temporários.

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