Guedes revela em que situação Auxílio Emergencial deve ser renovado

Guedes revela em que situação Auxílio Emergencial deve ser renovado
Guedes revela em que situação Auxílio Emergencial deve ser renovado – Foto: Reprodução / UOL

Guedes revela em que situação Auxílio Emergencial deve ser renovado.

O chefe do ministério da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (08/06) que o auxílio emergencial deve se estender até, no máximo, setembro, quando ele espera que todos os brasileiros estejam vacinados. Caso a verba excedente do auxílio não seja aplicada devido à retomada da atividade econômica, o valor será investido no programa Bolsa-Família.

>>Auxílio Emergencial libera saque em dinheiro para mais trabalhadores

O ministro projetou que o benefício deva ser renovado “se a pandemia estiver vencendo a vacina”.

“Existe uma expectativa geral de que nos próximos dois, três meses, toda a população adulta brasileira esteja vacinada. É o ritmo da pandemia que dita a necessidade de extensão do auxílio emergencial”, disse.

Guedes relatou que cada mês de extensão do benefício, aos moldes de como é hoje, custa cerca de R$ 9 bilhões. Otimista, ele calcula que a “vacinação em massa” deva prosseguir e a população adulta brasileira esteja imunizada antes do início de outubro, o que somaria R$ 18 bilhões aos gastos públicos.

>>Abono Salarial calendário 2020-2021: prazo para sacar benefício está acabando

Apesar da expectativa do ministro, o ritmo de aplicação de doses de vacina contra a Covid-19 tem diminuído a cada semana. Segundo interlocutores do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o médico está preocupado com a redução no ritmo de vacinação e destacou que a testagem feita até agora não foi adequada.

“Nós temos R$ 7 bilhões que restaram do último auxílio. Então a conta é reduzida para R$ 11 bilhões no crédito extraordinário, o que não é uma quantia completamente inacessível. Em relação ao que foi gasto no ano passado, os gastos estão bem mais moderados e nós estamos convivendo de uma maneira muito mais eficiente”, pondera.

>>Auxílio vai acabar? Governo pode turbinar Bolsa Família com aumento; entenda

O economista ainda aponta que, mesmo que uma possível extensão do auxílio rompa o teto de gastos, o governo está observando “um compromisso com a responsabilidade fiscal”.

“Os gastos com a doença são transitórios, não são gastos permanentes. Nós tínhamos começado o ano pensando num déficit de R$ 297 bilhões. Graças ao aumento do ritmo de atividade e de arrecadação, a expectativa caiu para R$ 186 bilhões”. 

Fonte: Guilherme Naldis – iG

PODE LHE INTERESSAR