Bolsonaro afirma que pode pagar até R$ 1.000 de Auxílio Emergencial, porém impõe condição

Autor: Evelin Brandão

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Bolsonaro afirma que pode pagar até R$ 1.000 de Auxílio Emergencial, porém impõe condição
Bolsonaro afirma que pode pagar até R$ 1.000 de Auxílio Emergencial, porém impõe condição – Reprodução

 

Bolsonaro afirma que pode pagar até R$ 1.000 de Auxílio Emergencial, porém impõe condição.

Na manhã desta terça-feira (09/06), o Presidente Jair Bolsonaro deu declarações sobre o Auxílio Emergencial e cortes nos salários dos Deputados. As afirmações foram feitas logo após a reunião com o conselho do governo, no Palácio do Alvorada.

Durante o discurso ele confirmou o desejo de dar continuidade ao Auxílio Emergencial, que é um benefício pago aos trabalhadores informais e outros, com finalidade de contribuir com a retomada da economia após a crise provocada pela pandemia do coronavírus.

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Desse modo, o presidente afirmou que o benefício terá mais duas parcelas. Porém, com valor base menor referente as três primeiras parcelas de abril, maio e junho, que foi de R$ 600.

Ele continuou, afirmando que os parlamentares querem manter o valor original, e que concordaria com o pagamento de R$ 600 e até pagaria R$ 1.000 se os deputados abrissem mão de parte do próprio salário.

“A ideia da equipe econômica, e minha também, é de duas parcelas de R$ 300. Tem parlamentar que quer R$ 600. Se tirar dos salários dos parlamentares, tudo bem, por mim eu pago até R$ 1.000 “

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Presidente da Câmara concorda

Após declarações do Presidente da República, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que apoia a redução de salários dos parlamentares do Congresso Nacional para aumentar o pagamento do Auxílio Emergencial.

Porém, Maia afirmou que partindo de cálculos, a ideia de aumento do pagamento do auxílio de Bolsonaro é distante da realidade dos gastos.

 “Acho que a conta está um pouco distante, o custo de dois meses são R$ 100 bilhões, o custo anual dos salários dos parlamentares são R$ 220 milhões bruto”, disse Maia, em coletiva.

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“Lembrando que a câmara já economizou mais de R$ 150 milhões. Mas nós não temos problema nesse debate, precisa ser feito” , e ainda ressaltou que “se todos os servidores topassem, tenho certeza que o parlamento vai participar e vai defender.”

Assim, ele ainda garante que esse corte não deve atingir os servidores da saúde que estão à frente do combate ao Covid-19.

“Se todos os Três Poderes tivessem de acordo em um percentual que não seja muito grande, para que a gente possa garantir a renda emergencial para os brasileiros, tenho certeza que o parlamento está disposto a sentar à mesa, discutir os caminhos, para cuidar dos mais vulneráveis”, concluiu Maia.

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