Bloqueio do WhatsApp causa transtorno; Saiba outras opções

Mais uma vez o aplicativo WhatsApp ficou fora do ar por determinação judicial. Desta vez, a decisão partiu do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), que forçou as principais operadoras de telefonia (Tim, Oi, Vivo, Claro e Nextel) a suspenderem o serviço no País por 72 horas – a partir das 14 horas de ontem (2) –, sob risco de pagarem multa diária de R$ 500 mil.

O bloqueio do aplicativo faz parte do mesmo processo no qual o juiz Montalvão solicitou a prisão de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina. A pressão judicial com os proprietários dos aplicativos em questão se dá porque o magistrado quer que as companhias repassem informações – para uma investigação da Polícia Federal – sobre uma quadrilha interestadual de drogas.

Por meio de nota, o WhatsApp voltou a reforçar que não guarda mensagens no servidor e diz estar desapontado com a medida de suspensão. “Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio do WhatsApp no Brasil”.

“Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos”, afirmou, em nota. As operadoras estudam se vão recorrer judicialmente a fim de derrubar a suspensão do serviços – medida que a operadora Oi tomou durante bloqueio ocorrido em dezembro.

População indignada
A manhã de segunda-feira (2) começou pegando os internautas com uma notícia desagradável: o WhatsApp seria bloqueado a partir das 14 horas do mesmo dia. Nas redes sociais, salas de aula e até no transporte público o assunto não foi outro. Enquanto alguns poucos não se abalavam e afirmavam migrar para outro aplicativo de mensagens instantâneas – a exemplo do Telegram –, boa parte da população mostrou-se indignada com a suspensão do serviço.

“O Brasil passando por todo esse imbróglio político, e juízes preocupados em interromper um aplicativo que beneficia milhões de pessoas. É mesmo uma palhaçada”, reclamou a estudante de engenharia, Mariana Gomes, 24.

Para o motorista Gilmar Alves, 35, o juiz de Sergipe está ferindo o livre arbítrio de todos os brasileiros. “Como que, para quebrar sigilo, um juiz determina que um país inteiro fique sem se comunicar com outras pessoas? Isso fere nosso direito de liberdade. Quer dizer, eu que uso o ‘zap’ pra conversar com clientes, combinar corridas, dar notícias à família, terei que gastar mais créditos para ligar ou mandar mensagem? Sendo que com o ‘zap’ só precisa de internet? É um absurdo”, afirmou.

“Se o problema é com a empresa, que gere multa e puna quem oferece o serviço. Como pode ser legal bloquear a comunicação de milhões de pessoas? Se o problema fosse com uma empresa de energia, determinariam que o fornecimento de energia fosse suspenso? Não faz sentido”, questionou Ana Clara Pereira.

Aplicativos
Quem ficou na mão com o bloqueio temporário do WhatsApp pode recorrer à outros aplicativos que disponibilizam praticamente o mesmo serviço. Após a suspensão, o mais procurado foi o Telegram – aplicativo de origem russa –, que chegou a registrar mais de 1 milhão de usuários no Brasil.  Este aplicativo oferece recurso secreto, que criptografa as mensagens de ponta a ponta, apaga o histórico automaticamente e permite a troca de gifs e memes famosos.

Outras opções são: 

Viber – permite troca de mensagens, vídeos e imagens em uma plataforma simples;
Hangouts – dá ao usuário a opção de bater papo pela rede social Google+ e troca de SMS;
Skype – foca em chamadas de vídeo, mas que permite conversas de texto;
KakaoTalk, que disponibiliza troca de mensagens de texto, voz, imagens, nota de áudio e compartilhamento de eventos e contatos;
Line – software que concede a oportunidade de trocar mensagens com simpáticos stickers;
Kik Messenger – versátil e acessível que oferece troca de mensagens de texto, voz e imagens instantâneas;
WeChat – que além das mensagens disponibiliza jogos;
GroupMe, que sincroniza contatos da agenda para ajudar o usuário a criar grupos;
E o Facebook Messenger – comunicador instantâneo diretamente ligado à rede social.

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