Aglomerações no Dia das Mães podem causar novo surto da covid-19

Aglomerações no Dia das Mães podem causar novo surto da covid-19
Aglomerações no Dia das Mães podem causar novo surto da covid-19. Foto: Getty imagens

Aglomerações no Dia das Mães podem causar novo surto da covid-19

Com a chegada do Dia das Mães e as tradicionais reuniões em famílias, os especialistas temem um novo surto da Covid-19 no Brasil. Pois, mesmo vacinadas, as pessoas ainda podem transmitir o vírus; não há cobertura vacinal suficiente para garantir uma imunidade coletiva no país; a transmissão do vírus está em descontrole; e a covid-19 tem se mostrado mais agressiva em jovens.

Imagens de mães, pais e avós sendo vacinados tomaram as redes desde que as vacinas contra a covid-19 começaram a ser aplicadas no Brasil. Apesar de ser um passo importante no combate à pandemia, apenas 8% da população recebeu a vacinação com as duas doses e está completamente imunizada.

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A combinação desses fatores pode contribuir para um novo surto da doença no Brasil, conforme explicam a imunologista Lorena de Castro Diniz, da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), e o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise COVID-19.

“Ainda há uma grande circulação do vírus na comunidade e ainda não há estudos que indiquem que as vacinas sejam esterilizantes, ou seja, que evitam a transmissão do vírus. O vacinado pode transmitir para uma pessoa que esteja em um momento imunológico mais deprimido, pois nosso sistema imunológico tem oscilações diárias, e aí a pessoa fica mais suscetível à infecção”, explica a imunologista.

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Schrarstzhaupt ressalta, ainda, que promover reuniões neste cenário contribui diretamente para o aumento de casos de covid-19. Além disso, a imunologista destaca que as vacinas não protegem completamente contra o coronavírus, então, mesmo vacinadas, mães e avós ainda podem desenvolver a covid-19, ainda que de forma leve.

Outro ponto destacado por Lorena é que casos graves da doença tem crescido entre jovens. Um boletim divulgado recentemente pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostrou um aumento de mais de 1.000% de óbitos entre pessoas de 20 a 29 anos.

“Vemos que as novas cepas estão mais virulentas, capazes de levar ao adoecimento de pessoas mais jovens sem comorbidades, até porque essa é uma faixa etária na qual há mais exposição ao vírus, porque é a faixa trabalhadora, que está nas ruas. É um conjunto de fatores, as pessoas vão naturalmente relaxando as medidas protetivas e, com o afrouxamento dos decretos, há maiores aglomerações”, avalia.

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Se ainda com todos esses ricos, seja inevitável algum tipo de encontro no Dia das Mães, a imunologista Lorena de Castro orienta que o uso da máscara seja constante e, se possível, que o encontro seja feito ao ar livre ou ambientes arejados, com a janela sempre aberta para permitir a circulação de ar, e mantendo o distanciamento social.

Fonte: R7

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