A luz do celular pode estar te fazendo mal; entenda como

A luz do celular pode estar te fazendo mal; entenda como
A luz do celular pode estar te fazendo mal; entenda como. © Shutterstock

A luz do celular pode estar te fazendo mal; entenda como

A superexposição à luz de dispositivos móveis, sejam eles computadores ou smartphones, pode causar efeitos negativos na saúde da pele. Embora a princípio passe despercebida, a luz do celular causa um impacto danoso na pele que pode afetar o envelhecimento.

Embora seja verdade que esses dispositivos tenham se tornado parte de nossa vida diária e sejam quase essenciais, seu uso indevido tem consequências para a saúde. O que eles causam no nível da pele? Como se proteger desses danos?

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Que tipo de luz o celular emite?

Para começar, lembremos que a luz móvel é do tipo artificial, de alta energia, que se encontra na mesma faixa ultravioleta da luz solar, com seus efeitos nocivos característicos sobre a pele.

Nos últimos anos, com a facilidade de acesso a computadores, tablets, smartphones, entre outros dispositivos, a exposição a esse tipo de luz tem aumentado. Assim, o conceito de “ envelhecimento digital ” começou a ganhar relevância.

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Não se refere apenas aos efeitos que essas luzes causam na pele, mas também ao impacto nos olhos, no ritmo circadiano e no ciclo do sono. Em estudos, essa exposição está associada a problemas como insônia.
Efeitos da luz azul móvel na pele
O impacto da luz azul de telefones celulares e outros dispositivos na pele varia de acordo com as condições em que ocorre a exposição. Por exemplo, a periodicidade, intensidade e duração.

Em geral, acredita-se que os efeitos da luz visível de alta energia (HEV) sejam semelhantes aos causados ​​pelos raios ultravioleta A e B. As manifestações que ela gera na pele são chamadas de Screen Face.

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Doenças mais frequentes causadas pela luz do celular

Hiperpigmentação

Um artigo publicado em The Journal of Investigative Dermatology, em 2018 detalhes que luz azul a partir de dispositivos electrónicos gera a activação dos melanócitos, responsável pelo aumento da melanina na pele. Essa substância sobe para as camadas mais superficiais e causa máculas pigmentadas.

A exposição diária da pele aos efeitos da luz azul artificial desorganiza o processo de melanogênese e favorece a presença de manchas, com maior prevalência na região ao redor dos olhos e testa.

Pessoas com maior risco de hiperpigmentação seriam aquelas com fototipo alto, porque suas células produzem mais melanina. Também pessoas que realizam peelings no rosto ou gestantes, já que sua pele fica mais sensível em momentos de radiação luminosa.

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Estresse oxidativo

Segundo estudo publicado na revista Free Radical Biology and Medicine, essa luz gera um aumento dos radicais livres, responsáveis ​​por acelerar o envelhecimento precoce da pele, caracterizado pela perda de elasticidade e firmeza.

Da mesma forma, as células e fibroblastos da derme são danificados durante sua ativação. Quando esse processo falha, os mecanismos responsáveis ​​por estimular o colágeno, cuja função é dar maciez à pele, são alterados.

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Desidratação

Em estudo publicado na Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine, há evidências dos efeitos que essa emissão de luz causa no estado de hidratação da pele e na barreira cutânea. Em particular, parece alterar a síntese das proteínas que os compõem.

Outra pesquisa mostra que as radiações de luz azul emitidas pelas telas dos dispositivos móveis alteram o funcionamento normal das aquaporinas e dos queratinócitos, células que compõem a camada mais superficial da pele, ou seja, a epiderme.

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Elastose solar

A elastose solar é gerada pela ação da radiação. A pele fica mais amarela, áspera e mais espessa do que o normal. Essas alterações são causadas pela alteração do colágeno e degeneração das fibras elásticas.

Todas essas manifestações geradas pela superexposição à luz azul estão incluídas no conceito de “envelhecimento digital” e causam fotoenvelhecimento prematuro.

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Cuidar da pele contra a luz móvel é possível

Hoje, tentar se desconectar de dispositivos móveis é uma fantasia. Ainda assim, é possível tomar algumas medidas preventivas para evitar que sua luz acabe afetando a saúde da pele.

O melhor é adicionar um produto específico à rotina diária para proteção contra a luz azul e ambiente. Também é uma boa ideia limitar o tempo de tela o máximo possível. Isso, somado à prática de bons hábitos, ajuda a proteger a pele dos efeitos mencionados.

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